Município está entre as 150 cidades catarinenses apontadas por Pri Fernandes em diagnóstico encaminhado ao Ministério Público; parlamentar defende que ações de controle populacional sejam contínuas
A realização de um mutirão de castração de cães e gatos em Iraceminha, no Oeste de Santa Catarina, representa um avanço para a proteção animal no município, mas também evidencia a necessidade de transformar ações pontuais em políticas públicas permanentes.
Em vídeo publicado nas redes sociais, a deputada estadual Pri Fernandes destaca a iniciativa e lembra que Iraceminha está entre os 150 municípios catarinenses incluídos em um diagnóstico sobre a ausência ou insuficiência de políticas públicas voltadas à causa animal, levantamento que foi encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina.
Segundo Pri, a falta de programas permanentes de controle populacional contribui para o aumento do abandono e da reprodução descontrolada de cães e gatos, além de sobrecarregar protetores independentes e organizações que atuam no resgate e cuidado dos animais.
Primeiro mutirão de castração
Durante o vídeo, Pri Fernandes ressalta a importância do que apresenta como o primeiro mutirão de castração da história de Iraceminha. Assista:
A parlamentar destaca que a castração é uma ferramenta fundamental para o controle populacional e para a prevenção do abandono. Ao mesmo tempo, chama atenção para o custo dos procedimentos, que muitas vezes impede que famílias de baixa renda consigam arcar individualmente com a cirurgia.
“Castração é um negócio muito caro para a gente pagar com dinheiro”, afirma Pri no vídeo, defendendo a participação do poder público na criação de programas que permitam o acesso da população aos procedimentos.
Da ação pontual à política pública
Para Pri Fernandes, a realização do mutirão é uma notícia positiva, mas precisa ser o início de uma mudança mais ampla.
A parlamentar defende que os municípios tenham programas permanentes de castração, atendimento veterinário, identificação e controle populacional, evitando que as ações dependam exclusivamente de iniciativas isoladas ou de gestões específicas.
“Espero que esse seja o primeiro”, afirma Pri Fernandes no vídeo, ao defender que o município passe a ter uma política pública estruturada e continuada para a causa animal.
O levantamento realizado pela parlamentar identificou 150 municípios catarinenses que, segundo a análise apresentada por ela, precisam avançar na implementação de políticas de proteção e bem-estar animal. A iniciativa resultou no encaminhamento de notícia de fato ao Ministério Público e também em cobranças dirigidas às administrações municipais.
Castração como instrumento de prevenção
Além de contribuir para o controle populacional, programas públicos de castração podem ajudar a reduzir o número de animais abandonados e, consequentemente, a demanda sobre protetores independentes e entidades de proteção.
A discussão também está relacionada à saúde pública e à responsabilidade do poder público na gestão da população de cães e gatos.
Em 2026, o próprio município de Iraceminha aparece em registros de contratação de serviços de castração e microchipagem de cães e gatos, indicando que o tema passou a integrar a agenda administrativa local.
Para Pri Fernandes, no entanto, o caminho é garantir que iniciativas como o mutirão sejam incorporadas de forma definitiva às políticas municipais.
“Não basta fazer uma ação e parar. A causa animal precisa de política pública permanente, planejamento e continuidade”, é a mensagem central defendida pela parlamentar.
A atuação faz parte da estratégia de Pri Fernandes de ampliar, em todo o Estado, a cobrança por políticas públicas de proteção e bem-estar animal.
